

A 13ª edição do projeto Conversando Fotografia recebe o fotógrafo baiano Adenor Gondim para mais um belo diálogo em Aracaju. O debate, desta vez, será no auditório do SESC, situado na Rua Dom José Thomaz, nº 235 – São José, no dia 30 de novembro, às 19h. Gondim tem uma trajetória de cerca de 50 anos dedicados à fotografia e é reconhecido como um dos principais documentaristas do país, em especial por sua dedicação ao “jeito de corpo e da alma do povo da Bahia, suas festa profanas e religiosas”, como ele costuma dizer.
Adenor Gondim é natural Rui Barbosa, interior da Bahia. Filho de fotógrafo começou os seus primeiros trabalhos junto ao pai, migrando para Itabuna em 1965, onde viveu e trabalhou como fotografo 3x4, e em seguida para Salvador, em 1972, onde se formou em Biologia e continuou seus projetos com fotografia. Na década de 80, ele começou a se dedicar a projetos documentais e jornalísticos que envolviam o modo de vida e a religiosidade do povo baiano.
Entre esses trabalhos está a pesquisa sobre a Irmandade da Boa Morte, que começou a ser desenvolvida em 1992 e continua até os dias de hoje. A paixão de Gondim por esses temas é latente e se expressa tanto por meio de sua fotografia quanto por ações paralelas que ele realiza. Em 1993, por exemplo, Adenor esteve à frente da organização do 1º Seminário da Religiosidade Popular da Bahia, realizado em Salvador, e tem participado continuamente de vários outros festejos e encontros organizados em todo o estado da Bahia.
Os resultados de seus trabalhos circulam no país por meio de publicações como as revistas Mag, Bravo!, História e de livros das editoras Brasil e Record, uma vez que ele continua desenvolvendo trabalhos como foto jornalista. Ele também tem fotos integrando a tradicional Coleção Pirelli-Masp e os acervos da Pinacoteca do Estado de São Paulo e do Museu Afro-Brasileiro. Por suas fotografias terem uma boa recepção no mercado da arte, vários de seus trabalhos integram ainda coleções particulares em várias partes do país.
O seu acervo é constantemente revisitado com o intuito de desenvolver exposições sobre temas que ele não se furta de discutir e publicações de livros, catálogos, entre outros. Entre suas mostras individuais estão: Aiyê Orun, Irmandade de Nossa Senhora da Boa Morte, realizada na Galeria do Sebrae em Salvador, em 1994; Romaria do Bom Jesus da Lapa, que integrou o circuito de exposições da primeira fase da Funarte, em 1995, no Rio de Janeiro; e a série Itaylê Ogun , que foi exibida na Pinacoteca do Estado, em São Paulo, em 2004, e na Galeria do Solar do Ferrão, em Salvador, em 2006.
Esta última série também integra um livro que foi publicado em 2004. Os seus demais livros são Casa da Torre de Garcia D’Ávila, publicado em 2002; Rua Alagoinhas, 33 - Rio Vermelho, publicado em 1999 sobre a casa do escritor Jorge Amado; Irmandade de Nossa Senhora da Boa Morte - “Arte e Religiosidade no Brasil - Heranças Africanas”, publicado em 1997, pela Pinacoteca do Estado de São Paulo; e Romaria do Bom Jesus da Lapa, pela Serie Romarias Brasileiras, do Instituto Nacional do Folclore, em 1984.
Entre suas exposições coletivas estão participações na Bienal de Valencia, na Espanha, em 2007; em L'exposition BRESIL, L'HERITAGE AFRICAIN, no Musée Dapper de Paris, em 2005; na Mostra de Fotografia Amrik (Presença Árabe na América do Sul), realizada no CCBB, em Brasília, em 2005; Exposição Brasileiro Brasileiros, organizada no Museu Afro-Brasil de São Paulo, em 2004; Acts of Faith - Brazilian Contemporary Photography, no Pitt Rivers Museum, da University of Oxford, na Inglaterra, em 2001 e na mostra Brasileiro Que Nem Eu Quem Nem Quem?, organizada pela Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP), de São Paulo, em 1999. Participou ainda de duas edições da Mostra do Redescobrimento. A primeira no Módulo Negro de Corpo e Alma, que foi montado do Pavilhão Manoel da Nóbrega 2000 e a segunda no Módulo Arte Barroca, que ficou em exibição no Pavilhão da Bienal, em São Paulo, no mesmo ano.
Estes e outros trabalhos também fazem parte das inúmeras publicações nacionais e internacionais que ele foi convidado a integrar. Pelas mãos do fotógrafo Marcelo Brodsky e de Julio Pantoja, Gondim foi selecionado para a importante publicação BODY POLYTICS - Políticas del Cuerpo em La Fotografia Latinoamericana, que foi lançado em 2005, mas continua circulando em vários debates que integram temáticas sobre o papel político da arte no mundo, a exemplo do seminário Política da Arte 2011 – Violência de Estado, Memória e Arte na América Latina, que ocorreu em Recife nos dias 23 e 24 deste mês de novembro.
Entre outras publicações que contém trabalhos seus estão o panorama Fotografia na Bahia 1839-2006; Brasileiro, brasileiros, publicação resultante da exposição no Museu Afro-Brasil de São Paulo, em 2005; Para Nunca Esquecer - Negras Memórias/Memórias de Negros, publicada pelo Minc, em 2001; The Contemporary Brazilian Photography, organizada por Maria L. M. Carvalho e publicada pela editora Verso, em Londres, em 1996; e uma edição francesa do projeto Brasileiro, brasileiros, que na Revue Noire recebeu o nome de Brésil Brazil – Afro-Brasileiro, em 1996.
O trabalho de Adenor Gondim também pode ser visto na internet por meio dos sites:
http://www.apenasbahia.blogger.com.br | http://www.apenascachoeira.blogspot.com
| SESC SEDE | SESC CENTRO | SESC SIQUEIRA CAMPOS | SESC COMÉRCIO |
| Rua Dom José Thomaz, | Rua Senador Rollemberg, 301, |
Rua Bahia,1059, Siqueira Campos, | Rua Otoniel Dórea,478, Centro, |
| 235 - São José, Aracaju-SE | São José, Aracaju-SE | Aracaju-SE | Aracaju-SE |
| (79) 3216 2700 | (79) 3216 2727 |
(79) 3241 4500 | (79) 3211 9898 |
| SESC SOCORRO | SESC INDIAROBA | SESC MESA BRASIL | SESC MESA BRASIL ITABAIANA |
| Av. Perimental, B,250 - Conjunto | A Rodovia Luiz Eduardo Magalhães | Rua Riachuelo, São José | AV. Otoniel Dório, |
| Marcos Freire II, Socorro-SE | SE 100 - Linha Verde, Indiaroba-SE | Aracaju-SE | Itabaiana-SE |
| (79) 3279 3801 | (79) 3543 1722 |
(79) 3216 2742 | (79) 3431 8396 |